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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Estar apaixonado atrapalha seu trabalho


Estar apaixonado atrapalha seu trabalho


inlove1Paixão nova tira o foco de qualquer um. Você vive avoado, atento só ao celular pra ver se, enfim, sua mensagem recebeu uma resposta. E nesse mundo da lua não sobra muito espaço para se dedicar ao trabalho. Já aconteceu com você?
Bem, segundo pesquisa de psicólogos da Universidade de Maryland (EUA) e Universidade Leiden (Holanda), isso é normal: pessoas apaixonadas realmente pioram o desempenho no trabalho. Eles convidaram 43 pessoas que haviam acabado de começar um relacionamento (menos de seis meses) para fazer alguns testes. E os voluntários, desatentos, sempre perdiam algumas informações. “Altos níveis de paixão em indivíduos que estão no começo de um relacionamento romântico são associados com menor controle cognitivo”, diz a pesquisa. Ou seja, os apaixonados pensam tanto no novo amor que a habilidade de concentração vai lá pro chão – aí fica mais difícil fazer qualquer tarefa.
É que o cérebro fica sobrecarregado e não dá conta de fazer outras coisas. “Pode ser que anatureza obsessiva da paixão imponha importantes restrições às tarefas que exigem autocontrole”, explica Henk van Steenbergen, um dos autores do estudo.
E quem se importa mesmo se atrapalha ou não o trabalho? Amor não paga conta, é verdade, mas traz mais felicidade que um emprego.
Crédito da foto: flickr.com/adam39393

terça-feira, 19 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Aprender uma segunda língua ajuda a retardar em quase cinco anos o surgimento de demência

Athlete Summit
Quer manter seu cérebro são e eficiente por muito tempo? Aprender uma segunda língua pode ser uma boa. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) e do Instituto de Ciências Médicas de Nizam em Hyderabad (Índia) descobriram que falar mais de uma língua ajuda a retardar em quase cinco anos o surgimento de demência – e se mostrou mais eficiente do que o efeito de remédios.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam quase 650 pessoas com demência na Índia, das quais 60% eram bilíngues. Aquelas que falavam mais de uma língua desenvolveram a doença 4,5 anos mais tarde que a média daqueles que só falavam uma (aos 65 anos, contra 61). O atraso variava entre três anos para a doença de Alzheimer e seis anos para a demência frontotemporal.
E a vantagem de ser bilíngue valia inclusive para pessoas analfabetas que não haviam frequentado a escola, o que indica que o efeito não é causado por diferenças na educação formal. Além disso, quem falava mais de duas línguas não teve vantagens sobre quem falava apenas duas.
Outras pesquisas haviam apontado educação, gênero, ocupação e local de moradia (se a pessoa vive no campo ou cidade) como fatores que poderiam influenciar o aparecimento da demência. Este, no entanto, foi o maior estudo a medir o impacto exclusivo do bilinguismo em relação à doença.
Exercício cerebral
Os pesquisadores acreditam que as trocas entre diferentes sons, palavras, conceitos, estruturas gramaticais e normas sociais que os falantes de duas ou mais línguas diferentes precisam fazer acabam sendo uma forma natural de treinamento do cérebro, provendo uma espécie de “reserva cognitiva” que tende a ser mais eficaz do que qualquer treino artificial, como jogos e outros exercícios. Mas outros estudos são necessários para que se entenda melhor como isso acontece.
“Estes resultados sugerem que o bilinguismo pode ter uma influência mais forte sobre a demência do que as drogas atualmente disponíveis. Por isso, o estudo da relação entre bilinguismo e cognição é uma das nossas prioridades agora”, disse Thomas Bak, da Universidade de Edimburgo.
(Via PsyPost)
 fonte: super interessante