Representação artística de um asteroide (Thnikstock/VEJA)
Um asteroide vai passar próximo à Terra neste domingo, mas não apresenta risco de colapso, divulgou a Nasa, agência espacial americana, na quarta-feira. Com cerca de 20 metros de diâmetro, o asteroide 2014 RC vai se aproximar do planeta às 15h18, no horário de Brasília.
O 2014 RC foi descoberto em 31 de agosto por pesquisadores do projeto Catalina Sky Survey, da Universidade do Arizona, e, paralelamente, pelo telescópio Pan-STARRS 1, no Havaí, em 1.º de setembro. No momento de maior aproximação, o 2014 RC estará a 40.000 quilômetros da Terra, equivalente a um décimo da distância entre a Lua e o centro do planeta. Ele não poderá ser visto a olho nu. Embora não represente nenhuma ameaça ao globo ou aos satélites em sua órbita, a aproximação do asteroide será uma boa oportunidade para os pesquisadores entenderem mais sobre esses corpos celestes.
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Na Primeira Guerra Mundial, iniciada há 100 anos (1914), cerca de 9 milhões foram mortos nas trincheiras até 1918. Desses milhões, exatos 888.246 eram soldados do Reino Unido.
Para homenagear cada uma dessas vidas perdidas na primeira grande guerra do Século XX, o escultor e cenógrafo Tom Piper, com ajuda de voluntários, “plantou” milhares de flores de cerâmica nos arredores da Torre de Londres – monumento histórico situado no centro de Londres, às margens do rio Tamisa.
Confira essa bonita homenagem aos mortos durante o centenário desse que foi um dos eventos mais perversos do mundo moderno:
“A história nunca se repete, mas rima”. Essa frase é do autor americano Mark Twain, que acreditava que nenhuma ocorrência histórica era solitária, mas uma eterna repetição de algo que já aconteceu antes. Outros grandes pensadores já discorreram sobre o tema da recorrência histórica, como Maquiavel, Durkheim e Nietzche. Alguns eventos, porém, mesmo que se repitam em outro contexto, nunca acontecerão da mesma forma, por razões diversas. Conheça 8 coisas que provavelmente nunca vão se repetir na história do Brasil e do mundo.
8. Os últimos prisioneiros a deixar o Carandiru
No dia 15 de setembro de 2002, os últimos 76 detentos deixaram para sempre a Casa de Detenção São Paulo, conhecida como complexo do Carandiru. O lugar era considerado um exemplo da deterioração do sistema carcerário paulista, com superlotação, fugas constantes, rebeliões sangrentas – a maior delas em 1992, conhecida como o Massacre do Carandiru, uma ação policial que deixou mais de 400 detentos mortos. O estudo para desativação do presídio começou nos anos 80, mas foi só em 2001 que a Casa de Detenção parou de receber novos presos.
No dia 8 de dezembro de 2002, o prédio deixou de existir após 46 anos de funcionamento, com a implosão do complexo usando 250 quilos de explosivos. Em 7 segundos, o Carandiru sumiu para sempre e no local foi construído o Parque da Juventude.
7. A última sobrevivente do Titanic
Em 31 de março de 2009, morreu Elizabeth Gladys Dean, ao 97 anos. Ela era a última sobrevivente do naufrágio do RMS Titanic. O transatlântico afundou em sua viagem inaugural, na noite de 14 de abril de 1912. Elizabeth, que tinha como apelido Milvina, viajava na terceira classe com seus pais e o irmão de dois anos. Ela era um bebê de 10 semanas. Sua família pretendia abrir uma loja de tabaco nos Estados Unidos. Logo após o navio bater no iceberg, o pai conseguiu tirar a família da cabine e colocá-los num bote salva-vidas. Ele foi o único que não sobreviveu ao desastre.
Outras 1517 pessoas morreram no naufrágio, a maioria eram passageiros da terceira classe, que teve apenas 24,5% de sobreviventes (na primeira, foram 60,5%).
6. A última pessoa a se contaminar com varíola
No dia 8 de maio de 1980, a Organização Mundial de Saúde anunciou que a varíola foi erradicada. O vírus que causa a doença, chamado Orthopoxvirus, já havia matado cerca de 500 milhões de pessoas somente no século 20.
Uma enorme campanha de vacinação garantiu a erradicação da doença. O último caso registrado numa comunidade foi em 1977, na Somália, quando um jovem de 23 anos contraiu a doença, mas se recuperou. Em 24 de agosto de 1978, uma médica, chamada Jane Parker, foi exposta ao vírus por acidente num laboratório. Tratava-se de uma das cepas mais violentas do vírus, então ela morreu no dia 11 de setembro do mesmo ano.
O vírus ainda é mantido em dois centros governamentais, um em Atlanta, nos Estados Unidos, e outro em Koltsovo, na Rússia. A OMS solicita que esses lugares destruam as amostras, o que erradicaria de vez a existência do Orthopoxvirus da face da Terra.
5. O último continente conhecido
O mapa da Terra como todos conhecemos foi desenhado graças aos descobrimentos europeus. Não que essas terras não fossem conhecidas antes. Muito pelo contrário, todos os continentes, com exceção da Antártida, já eram habitados desde muito antes da época das Grandes Navegações. E vários tiveram seus povos dizimados com as colonizações. Mas, sem dúvida, a nossa visão de mundo nunca mais será a mesma depois que todos os continentes foram mapeados.
O último continente habitado a ser descoberto foi a Oceania, que os europeus chamaram de Novíssimo Mundo. As primeiras expedições àquela região foram dos portugueses, lá pelos anos 1500, quando estavam circunavegando o mundo. Algumas ilhas foram descobertas nesse processo. Mas foi um holandês, em 1642, que encontrou (mais especificamente avistou) a Austrália e a Nova Zelândia pela primeira vez. O nome dele era Abel Tasman, e por isso a Tasmânia tem esse nome. Quem mapeou boa parte dessa região foi a equipe do capitão inglês James Cook, a partir de 1768. Ele quem descobriu a costa ocidental da Austrália e o arquipélago de ilhas que ele chamou de Polinésia Francesa.
Alguns podem argumentar que foi a Antártida o último continente conhecido. Mas as primeiras viagens documentadas às águas antárticas foram no século XVI: Américo Vespúcio inclusive fez um registro visual das terras – ou melhor, do gelo. James Cook e sua equipe (sim, de novo eles) foram os primeiros a cruzar o Círculo Polar Ártico. As primeiras expedições terrestres à Antártida, porém, só aconteceram na metade do século 19. De fato, o último continente a ser explorado por terra.
4. O último astronauta do Projeto Apollo a pisar na Lua
Entre 1961 e 1972, a Nasa coordenou um conjunto de missões espaciais com o objetivo de levar o homem à Lua. O nome dessas missões era Projeto Apollo e, em 20 de julho de 1969, a missão Apollo 11 conseguiu pousar em solo lunar pela primeira vez. Apesar de várias teorias da conspiração afirmarem que o homem não chegou à Lua coisa nenhuma, existiram outras missões tripuladas da Apollo ao famoso satélite natural da Terra. A última delas foi em dezembro de 1972, na missão Apollo 17. O comandante da missão Eugene Andrew Cernan foi o 11º homem a pisar na Lua (seu co-piloto, Harrison Schmitt, foi o 12º), e também foi a última pessoa a deixar pegadas por lá, já que ele foi o último a entrar na nave depois de 22 horas explorando a superfície e coletando material geológico.
O projeto Apollo foi cancelado logo depois do retorno dessa missão, por falta de verbas e desinteresse da opinião pública. Já existiram outros projetos para o retorno do homem à Lua, como o Programa Constellation, mas até o momento eles foram descontinuados por falta de verbas. Ou seja, ainda demora bastante para o homem voltar lá. E se voltar, nunca mais será numa icônica nave Apollo.
3. O último Faraó do Egito
Durante cerca de 3 mil anos, o Egito Antigo viveu a tradição faraônica: grandes governantes que criaram um império e foram responsáveis pela construção de monumentos como as pirâmides de Gizé. Não se sabe ao certo quem foi o primeiro Faraó, já que nesse período a escrita começava a ser inventada, mas a tradição egípcia apresenta Menes (ou Narmer, em grego), como o primeiro Faraó a unificar o Egito em 3100 a.C.
Porém, não há dúvidas sobre quem foi o último Faraó: Ptolomeu XV, da dinastia Ptolemaica, também conhecido como Cesarion, supostamente filho de Júlio César com Cleópatra. Ele foi nomeado co-regente do trono egípcio em 2 de setembro de 44 a.C, quando tinha apenas 3 anos. Claro, ele nunca exerceu poder nenhum, já que sua mãe concentrava o governo em suas mãos.
Na ocasião da batalha de Acácio, em 31 a.C, quando Otaviano Augusto invadiu o Egito, Cleópatra mandou o filho, que já era adolescente, e um grande tesouro para um porto, onde ele deveria fugir para a Índia. Depois, ela e Marco Antônio se suicidaram. Cesarion, o último faraó egípcio, acabou preso e executado em Alexandria, em circunstâncias pouco conhecidas.
2. A última morte da Primeira Guerra Mundial
Henry Gunther foi o último soldado a morrer na Primeira Guerra Mundial, no dia 11 de novembro de 1918, às 10h59, exatamente um minuto antes do armistício que encerrava as hostilidades começar a valer. O único responsável pela morte de Gunther foi o próprio, num ato de estupidez. Ele era um soldado americano que lutava na guerra desde setembro. O armistício foi assinado pelos alemães às 5 horas da manhã do dia 11/11 e passaria a valer às 11h. Nesse dia, a unidade dele se aproximou de uma barreira na estrada onde estavam posicionadas duas armas automáticas alemãs. Todo mundo, nessa hora, já sabia do cessar-fogo. Mas Gunther, contrariando as ordens do seu amigo e agora sargento Ernest Powel, carregou sua baioneta e partiu para cima dos soldados alemães. Eles tentaram afastar Gunther, mas o soldado americano continuou avançando e atirando. Assim, ele acabou levando tiros da arma automática e morreu instantaneamente. Segundo entrevistas dos colegas dele, Gunther estava obcecado com o fato de ter sido removido do posto de sargento e queria mostrar seu valor aos superiores.
1. O último dia da União Soviética
No dia 21 de dezembro de 1991, onze representantes das repúblicas que formavam a União Soviética assinaram um documento declarando-a extinta. Nesse mesmo ano, a URSS vivia um ampla crise. Até o momento da assinatura do tratado, onze das quinze repúblicas soviéticas já haviam declarado sua independência. No Natal, o presidente Mikhail Gorbachev renunciou ao poder, numa cerimônia transmitida para o mundo inteiro, e declarou o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Oficialmente, a dissolução ocorreu no dia 31 de dezembro de 1991, depois de 69 anos de existência.
Relembrando as palavras de Mark Twain, pode ser que um dia a história venha a rimar, e alguma união semelhante de países aconteça, mas certamente não será igual a essa que existiu no passado.
A tripulação do ônibus espacial Endeavour capturou imagens do vulcão Kliuchevskoi, localizado na Rússia, durante uma erupção em setembro de 1994. Na última semana, as fotos viralizaram na internet e não é difícil entender o motivo.
Olha só como é incrível vê-las dessa perspectiva:
A NASA relatou que os astronautas a bordo utilizaram câmeras de mão e alguns instrumentos da nave para tirar as fotografias assim que o fenômeno começou. A erupção chegou a 18,3 km acima do nível do mar, com ventos que transportaram as cinzas 1030.0 km a sudeste do vulcão.
Filhote nasceu num zoológico do México e é o segundo desse tipo de cruzamento
Zoo de Reynosa no México apresenta 'Khumba' um filhote de uma zebra com um asno (Divulgação/Zoologico De Reynosa/Facebook)
Nasceu na segunda-feira (21), Khumba, o mais novo residente do zoológico de Reynosa, no México. Ele tem orelhas de asno, pelagem marrom de asno — e patas listradas de branco e preto. O animalzinho é filho de Rayas, uma zebra, e de Ignacio, um burro. Khumba é um zebrasno.
Para usar a linguagem dos folhetins, a história de Rayas e Ignacio é daquelas que rompe barreiras. Vivendo no mesmo cercado, Rayas e Ignacio — um burro anão e albino, se já não bastasse a diferença de espécies — adquiriram o hábito de se encontrar todas as tardes. Até que Khumba surgiu da união.
Khumba não é o primeiro exemplar de zebrasno a nascer em cativeiro. Em 2013, nasceu um filhote em Florença, na Itália. Ippo, como foi batizado o primo italiano de Khumba, nasceu depois que seu pai, uma zebra, invadir uma área fechada que abrigava burros.
Zebras e burros pertencem à família dos equídeos, mas têm códigos genéticos bastante distintos. Um burro possui 62 cromossomos, enquanto as subespécies de zebra podem ter 32, 44 ou 46. Isso reduz a probabilidade de que o cruzamento entre os dois animais resulte em filhotes saudáveis como os adoráveis Ippo e Khumba.
Há notícia, no entanto, da existência de animais desse tipo em ambiente selvagem, especialmente na África do Sul e na Namíbia.
Ainda tem dificuldade em imaginar as consequências das mudanças climáticas? O escultor espanhol Isaac Cordal* criou série de esculturas feitas de cimento – as Cement Eclipses - para contar de um jeito fácil-fácil o que o aumento do nível do mar pode fazer com a humanidade. Mas isso não significa que visualizar isso vai ser tranquilo – a menos que você goste de humor negro.
Tanto em miniaturas quanto em tamanho real, as intervenções recriam, no meio da rua ou na praia, seres humanos sofrendo com os efeitos do aquecimento global.
O curioso é que são pessoas muito parecidas: homens brancos, de meia idade, que poderiam ser políticos ou executivos e, até mesmo, os negociadores e governantes que participam das conferências de clima pelo mundo.Alguns se agarram a suas maletas, à deriva, enquanto outros se afogam. Sempre sem saída.
As cenas apocalípticas criadas por Cordal revelam as consequências da falta de ação e da apatia quanto às questões ambientais.
Abaixo, veja algumas das obras do escultor:
Abaixo, reunimos outras boas histórias de artistas que se manifestam pelo meio ambiente e mostram que a arte pode ser um poderoso instrumento de ativismo e de conscientização:
Somos o que comemos, mas também somos o que nosso pai come, pelo menos é o que diz um estudo da Universidade de McGill, no Canadá. Esse estudo descobriu que a alimentação do pai, antes da concepção do bebê, é tão importante quanto a dieta da mãe, na influência da saúde da criança. O estudo examina a vitamina B9, também conhecida como ácido fólico, encontrada nos vegetais, carnes, frutas e cereais. Esta vitamina reduz a probabilidade de aborto e defeitos de nascimento. As grávidas têm de ter bons níveis de ácido fólico, mas o estudo revela que os níveis do pai também têm um efeito muito grande na saúde da criança.
“Nossos filhos serão aquilo que comemos”
Segundo um dos responsáveis pelo estudo, Romain Lambrot, há um aumento de 30% de defeitos de nascença ligados aos níveis insuficientes de ácido fólico nas dietas do pai. “Estamos muito surpreendidos”, explicou Lambrot. O estudo conclui que o esperma é capaz de carregar a memória do ambiente do pai, incluindo a sua dieta e escolhas de estilo de vida: uma dieta de fast food, com muitas gorduras ou a obesidade do pai, vai influenciar a criança. O mesmo se passa nas regiões com graves problemas de segurança alimentar, ou em homens que bebem ou fumam em demasia. Tudo isto é passado ao seu filho ou filha. Então você é o que seu Pai comeu e bebeu…
Imagine a seguinte situação: o piloto de um avião, por algum motivo, se torna incapacitado de exercer suas funções motoras durante um voo. Para conseguir pousar o avião, uma pessoa (que sabe pilotar e não está a bordo) controla os movimentos de algum dos passageiros e consegue resolver a situação. Parece sinopse de filme de ação. E por enquanto, só poderia acontecer em Hollywood mesmo. Mas pesquisadores estão trabalhando para disponibilizar este tipo de tecnologia.
Cientistas da Universidade de Washington conseguiram realizar a primeira experiência de sucesso com uma interface não invasiva de cérebro humano para cérebro humano. Parece complicado, mas o conceito é até simples: isso tudo quer dizer que um pesquisador foi capaz de enviar sinais cerebrais pela internet e controlar o movimento das mãos de um segundo pesquisador.
A experiência foi feita em dois laboratórios diferentes. O professor de ciência da computação e engenharia, Rajesh Rao, sentou-se em seu laboratório usando uma touca com eletrodos que estavam conectados a uma máquina de eletroencefalografia (que serve para ler a atividade elétrica do cérebro). A sua parte do teste era simples: consistia em olhar para uma tela de computador e jogar um game com sua mente. Para jogar, ele tinha que imaginar sua mão direita se movendo para clicar em um ponto. Mas sem mexer a mão de verdade.
Enquanto isso, do outro lado do campus da Universidade de Washington, Andrea Stocco, professor assistente de psicologia, usava uma touca de natação com uma marcação do local de seu cérebro em que deveria ocorrer a ação da bobina de estimulação magnética transcraniana. No caso, a bobina estava posicionada diretamente sobre o córtex motor esquerdo, que controla os movimentos da mão direita. E a função de Stocco era mais fácil ainda: ficar com a mão parada em cima de um teclado esperando para ver se o experimento ia funcionar.
Quando Rao imaginava sua mão causando um clique, alguns segundos depois Stocco involuntariamente movia seu dedo indicador direito para apertar a barra de espaço no teclado. Tudo graças à web. “A internet foi uma maneira de conectar computadores, e agora pode ser um jeito de conectar cérebros”, disse Stocco.
Os pesquisadores registraram em vídeo toda a experiência nos dois laboratórios. Veja abaixo: